quinta-feira, 27 de novembro de 2008

meu segredo

é mais um segredo.

mas esse eu nao quero contar pra ninguém, desse eu prefiro não compartilhar. minha arte é meu medo, mas isso aqui não é medo, é covardia. é aquela coisa que a gente nem pode falar, que não se ousa pronunciar, que não se conta pra ninguém. aquela dor que rasga e sangra e fere. é daquilo que a gente esconde, disfarça. quem me vê sorrindo nem sonha o quanto tá doendo. o gelo que é meu coração agora. não me reconheço mais em mim. troquei de eu, e agora, me lembro com saudades daquilo que eu já fui. seria lindo, assim, se eu fosse quarenta anos mais velha, e já tivesse visto tudo, e vivido até morrer. se eu já fosse mãe-avó-madrinha-tia, seria lindo! se não fosse um desabafo de alguém que ainda não viveu. que jogou no esgoto a maior de todas as chances até hoje, nunca tive muitas... se eu tivesse te aceitado, hoje eu seria outra...sempre penso que minha solidão é meu castigo, que o que eu fiz não se faz, e que tudo tem um preço. e que o meu é ser sozinha, andar no escuro. por conta do meu medo, meu castigo é o desamor. acho que é isso, eu não sei amar...

agora eu caminho sozinha, sem destino, sem parada, sem seguro.

seria muito bom fazer disso meu diário, de estranhos, meus ouvintes e da minha dor, minha arte. seria incrível.

talvez eu me achasse...´

se eu pudesse falar de mim, assim abertamente, sem medo do julgamento do mundo...

queria sair da penumbra, andar ao sol, e ficar feliz...

e to falando de morrer...

Um comentário:

  1. uma cambalhota...
    duas cambalhotas...
    bravo! bravo!

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